História da CNAL



Constituição

A Conferência Nacional das Associações de Apostolado dos Leigos (CNAL) é uma pessoa coletiva privada canónica, constituída por deliberação de 19 de março de 2011 dos seus membros fundadores- associações de fiéis, movimentos eclesiais e novas comunidades de apostolado dos leigos, reconhecidos pela Igreja Católica-, com aprovação pela Conferência Episcopal Portuguesa a 5 de maio de 2011 em Fátima.

Antecedentes

Antes da constituição da CNAL, cristãos leigos de diversos carismas percorreram um caminho de procura de comunhão, estimulado e acompanhado pela Comissão Episcopal do Laicado e Família da Conferência Episcopal Portuguesa, no sentido de um melhor serviço à Igreja e ao Mundo Contemporâneo.

Em 1979 um grupo de 29 associações de fieis, inicia um percurso de conhecimento recíproco que levou à fundação do CNMO- Conselho Nacional de Movimentos e Obras em 1981.

Este passo permitiu a valorização das formas associativas do apostolado dos leigos, sublinhando constantemente o seu significado no quadro de uma comunidade eclesial participada e corresponsável, e abriu um espaço institucional nacional de aprendizagem e aprofundamento da comunhão e colaboração entre os movimentos, através do conhecimento e respeito na sua diversidade e de diálogo entre eles e a Hierarquia.

Desde 2006, o discernimento sobre o caminho percorrido e as realidades temporais suscitou a urgência de tornar mais consistente a comunhão interna entre as associações de fiéis, movimentos eclesiais e novas comunidades e de a colocar preferencialmente ao serviço das necessidades do mundo e da sua evangelização, atendendo às características das sociedades contemporâneas e às situações de crise multifacetada, a nível global e nacional, que lançam muitos desafios à missão da Igreja e convocam particularmente os leigos.

Neste contexto, depois de um processo de reflexão comum, criou-se a Conferência Nacional de Associações de Apostolado de Leigos (CNAL) em 2011, com finalidades mais amplas que as do extinto Conselho Nacional de Movimentos e Obras (CNMO).

A natureza e a estrutura institucional da CNAL procuram dar forma e corpo ao espírito que anima os membros e há-de animar a própria CNAL: o Espírito de Nosso Senhor Jesus Cristo, porque «ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo» (Deus caritas est, 1); a evangelização da pessoa e das comunidades humanas depende, absolutamente, da existência ou não deste encontro com Jesus Cristo” (Alocução aos Bispos de Portugal, Ad Sacra Limina de 10 de novembro de 2007).

Finalidades
 
A CNAL, constituída por associações de fiéis, movimentos eclesiais e novas comunidades de apostolado dos leigos, reconhecidos pela Igreja Católica, tem como finalidades:

. Promover a COMUNHÃO ENTRE OS SEUS MEMBROS e entre estes e outras entidades eclesiais, através do estímulo à colaboração recíproca entre os membros, estabelecimento de contactos com outras entidades eclesiais nacionais e representação junto de estruturas eclesiais internacionais afins.

. Fomentar o DISCERNIMENTO CRISTÃO DAS REALIDADES CONTEMPORÂNEAS e dos desafios da sua evangelização, através da promoção do conhecimento, da reflexão e da avaliação dos sinais dos tempos.

. Contribuir para uma MAIOR UNIDADE DE ESPÍRITO E DE AÇÃO no serviço dos leigos no mundo, com o desenvolvimento de ações coordenadas ou comuns entre as associações de fiéis, movimentos eclesiais e novas comunidades de apostolado laical, segundo critérios de necessidade e urgência.