2º Encontro Nacional de Leigos debate participação dos católicos na política

anacoretaLisboa, 21 jan 2015 (Rádio Renascença) - Os católicos tendem a olhar para a política como uma coisa de “má fama”, considera Filipe Anacoreta Correia, mas o seu envolvimento é cada vez mais necessário.

Serão os cristãos capazes de influenciar a política, de modo a que esta volte a colocar o homem no centro das suas preocupações? A questão vai ser debatida sábado, no Porto, num painel sobre os leigos e a política do II Encontro Nacional de Leigos.

Testemunho de Henrique Leitão sobre o 2º Encontro Nacional de Leigos



Henrique Leitão, Prémio Pessoa 2014, considera que “a evolução histórica da ciência está imensamente ligada à colocação do humano no centro do problema”.

Ao participar no II Encontro Nacional de Leigos, vai contribuir para um debate que considera “muito importante e muito atual”, porque o que falta fazer é deixar claro o que é “ser humano”.

Entrevista a Helena Trigueiros da organização do 2º Encontro Nacional de Leigos



Testemunho de Julio Martin, ator, sobre o 2º Encontro Nacional de Leigos



Leigos: voluntários de Deus

“Somos voluntários de Deus. Ninguém nos obriga a ter de dar testemunho, a ter de lutar pela gratuidade das ações que fazemos, o que nos dá enorme responsabilidade de em cada momento percebermos que o agir ou não agir, o falar ou calar está nas nossas mãos, depende da nossa liberdade.

É fundamental trabalhar para o bem comum, ter a visão de que somos construtores, a cada momento, em cada dia, em cada ano. A sociedade está sempre em mutação e em cada dia há novos desafios que se apresentam, que implicam que estejamos juntos, lado a lado.”

Entrevista a Fabrice Hadjadj, conferencista principal no 2º Encontro Nacional de Leigos

fabrice hadjadjFabrice Hadjadj, filósofo e dramaturgo francês, é o conferencista principal do 2º Encontro Nacional de Leigos. A poucos dias desta Jornada, a Conferência Nacional das Associações de Apostolado dos Leigos (CNAL) pediu-lhe uma análise ao tema em debate, no dia 24, no Centro de Congressos da Alfândega, no Porto, que aqui se reúnem em três tópicos:

Qual o lugar da pessoa humana na nossa sociedade?
“Nós não estamos num simples tempo de crise, mas numa mudança de era, numa revolução radical pelo menos comparável à do neolítico. Não é pois simplesmente uma nova época da história, é algo que se assemelha a uma saída da história. O sinal desta mutação, é o colapso do humanismo e da sua fé no homem e no progresso. O humano já não é central. Perguntamo-nos mesmo em quê ele é legítimo, depois dos horrores do século XX. Ou mesmo em que consiste, depois das reduções da ciência. Porque no lugar do homem coloca-se o indivíduo do liberalismo, o ‘cyborg’ do tecnologismo, o bonobo da ‘deep ecology’ ou o jihadista do fundamentalismo... Estas quatro figuras afrontam-se entre si mas estão na verdade de acordo para rejeitar o homem nascido de uma genealogia, de uma história, com uma língua, um sexo, um nome de família significativo”.